Palavras...

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Não é resenha, é experiência: JANE EYRE

Como eu caí de amores pelo meu primeiro romance Vitoriano.

 
Só tenho uma coisa a dizer para vocês:


Ô livro bom!!!!

 "Mentira que não é só isso! Tenho um monte de coisas para falar, mas por onde eu começo??"
 
Tá... o livro de Charlotte Brontë foi de longe a maior e melhor surpresa que eu tive nesta minha maratona de leituras.
Desde Julho passado, quando começou minha saga de cirurgias, quimioterapia e toda chatice que vocês estão cansados de saber, eu quase não parei de ler. Emendava um livro no outro e às vezes lia até dois ao mesmo tempo.
Li um bocadinho. Porém, o prêmio para Personagem Literária do Ano (acabei de inventar), vai, sem dúvidas, sem pensar duas vezes, para JANE EYRE. Amei tanto este ser que me sinto na obrigação de dá uma pausa para fazer um apelo:

“Amigas, LEIAM este livro! Jane Eyre é O CARA!”
 
Foram muitas as marcações e as emoções.
 

Se eu tive que descrevê-la em uma frase eu diria: Jane Eyre é a personagem com maior vocação para sobrevivência de que eu tenho notícias.
 
Esta menina resistiu a todo tipo de dissabor que alguém pode suportar desde o começo de sua existência; a morte dos pais quando ainda era um bebê, a morte do tio que ficou com sua guarda, o ódio da tia e dos primos, as humilhações, a fome, o frio, a ameaça do tifo...
 
Falando assim vocês podem ser levados a pensar que a história se passa em um vale de lágrimas, mas não; Jane é uma pessoa lúcida e acima de tudo determinada a lutar pelo que acredita ser certo.
 
O livro é narrado em primeira pessoa e a história começa quando a personagem tem dez anos e está comendo o pão que o diabo amassou nas mãos da viúva do tio e de seus 3 filhos.
 
Quando eu comecei a ler pensei: IIIH! Essa coitada vai passar o livro todo levando porrada... Eu não poderia está mais enganada porque logo de cara ela mostra que vai enfrentar seus oponentes e se recusa a cair sem lutar.
 
Até mesmo no amor ela não cega, não verga e só aceita vivê-lo quando pode fazê-lo plenamente. “O senhor pensa que porque eu sou pobre, obscura, simples e pequena, eu não tenho coração ou alma? O senhor pensa errado!”, joga ela na cara do Sr. Rochester, o homem para quem trabalha e por quem se apaixona.
 
É um show de atitude e uma lição de comportamento!
 
Digo mais, Jane cresce a cada página do romance e ao fim ela torna-se monumental.
 
À Charlotte Brontë, minhas reverencias e toda minha admiração. Rendo homenagens, ao fogo, paixão e sofisticação com que ela escrevia. Um gênio.
 
Fica a dica...
 

 

2 comentários:

  1. Uauuuu, me animei p adquirir, gosto do seus comentários pq nos dão empolgação p ler. Bjjj

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  2. Lê mesmo Thatá! Eu vou reler e agente comenta.

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